Me sinto bem quando noto que ainda não perdi a capacidade de me chocar com a maldade alheia e de me sentir completamente impotente e envergonhada de ser brasileira.
Todo o dia de manhã ao cruzar a avenida em frente ao Mercado público tenho vontade de jogar uma lata na cabeça dos pedestres que insistem em não usar a faixa para atravessar. A única explicação para eles não usarem é a preguiça em andar mais uns 3 metros.
Temos uma governadora palhaça que ao invés de se revoltar com o próprio comportamento, está irritada com as pessoas que sabiamente resolveram protestar em frente a casa dela em vez de encher o saco das demais pessoas da cidade.
Hoje o acidente do vôo TAM JJ3054 (PoA – SP) da TAM completa dois anos e nenhum orgão teve a competência de finalizar um relatório. Jamais conseguirei compreender como é possível não finalizar um relatório em 24 meses.
Prostitutas de 15 anos vendem crack do lado do Zaffari há pelo menos uns 6 anos e a polícia não faz nada.

Se você acha que o melhor da vida é ser ignorante e não se preocupar com nada disso, eu entenderei.
Já não há no mundo espaço para pessoas de bem. Infelizmente.
Abraço.
Me controlei por um dia, agora chega. E não citarei nomes.
“Lembro que na minha formatura, em maio de 2002, gostei muito do discurso da oradora da turma de Jornalismo, a fofa, e atualmente doutoranda da USP, (…). Foi um discurso despretensioso, mas muito crítico e, ao mesmo tempo tocante; bem diferente dos discursos dos meus colegas de Relações Públicas e Publicidade que preferiram falar sobre futilidades, como ” o professor bonitinho”, o colega “engraçado”, as brincadeiras, e outras tantas besteiras que preferi esquecer.”
Pois bem, o comentário acima vem de uma ex-colega de UFSM, obviamente Jornalista. E ele me faz lembrar por que a maioria dos meus amigos durante os anos de faculdade vieram da minha turma de PP e da turma de RP.
Acho que meus colegas jornalista eram politizados e sérios demais para perder tempo com nossas conversas fúteis. Nós devíamos ser muito chatos por não sabermos de cor a lista de todos os candidatos do PT que concorriam aquele ano ou por não termos nos filiado no PMDB Jovem. Devíamos ser um péssimo exemplo a cada aula matada para ficarmos na casa de algum colega comendo pipoca e olhando sessão da tarde (momentos que foram um dos melhores da minha vida). A gente devia fazer festa demais e não lia Carta Capital com “um olhar crítico”. É, um bando de gente fútil.
A futilidade e aquela monte de besteira me deixaram com as melhores lembranças possíveis dos anos de faculdade e meus melhores amigos até hoje são das turmas de PP e RH.
Desculpe, mas espero NUNCA esquecer de nenhum minuto de besteira.