Meu updates do Twitter sempre foram fechados e assim serão até o fim dos tempos. Já fui indexada demais pelo Google e me dou ao luxo de proteger (se é que é possível) certas partes da minha vida.
A possibilidade de se mostrar em todas as comunidades online disponíveis deixou as pessoas irresponsáveis. Eu cresci num mundo onde o auge da exposição era preencher um questionário num caderno brochura que passava com certa frequência nas turminhas do colégio.
Crianças de 15 anos colocam fotinhas e escancaram todo o descontrole verbal da puberdade no Twitter e no Orkut. Perigoso.
Ter um perfil no LindekIn para mim é exceção. É obviamente uma ferramenta profissional, eu quero que as pessoas saibam quem eu sou como profissional…
Por isso, se eu nunca te vi, nunca falei contigo, você não é um profissional legal ou simplesmente não fui com a tua cara, você não verá meus updates. A “conversa” que rola no meu Twitter é para quem me conhece. É para quem eu tenho como amigo ou para quem tem minha confiança profissional. Eu não falo com completos estranhos assim, do nada. (Acho desconfortáveis aquelas conversas de elevador e fila de padaria)
Se numa conversa offiline você declarar que “de agricultura só entendo de maconha e de pecuária só do corpo feminino” jamais seria meu amigo. Jamais me seguirá no Twitter. Mantenho minha postura antiquada e continuo achando a coisa mais desgradável do mundo receber pedidos de recomendação no LinkedIn e pedidos de estranhos bizarros no Twitter.
No ponto em que estamos hoje, não acredito mais em separação do que é real e virtual. E por isso não vejo nenhum motivo para ser online de um jeito que não sou offline.
Mesmo que eu seja chata. Serei chata em qualquer lugar. Exigo coerência.