Pessoas fantásticas

Ontem visitei uma UTI Pediátrica e não consigo de desligar da sensação de impotência ao ver um bebê cheio de sondas. Tenho o sentimento de que é errado sorrir ou me divertir enquanto pessoas perto da gente estão tristes e desesperançosas.

No corredor do 10º andar do Hospital de Clínicas os quartos não tem números, mas os momes das crianças internadas. Anas, Pedros e Marcelas. Muitos desenhos pelas paredes, de anjinhos, de casinhas, de cachorros e festas de aniversário. Eu cruzei aquele corredor tremendo.

Não imagino o que seja a dor dos pais que veem seus filhos partindo e não entendo de onde as enfermeiras tiram coragem para trabalhar em um lugar onde todos estão sem chão. E todos acordam esperando o melhor.


Ontem eu só vi pessoas fantásticas. E me recuso a perder tempo com coisas sem importância.


P.s. Nossa sobrinha se chama Maria Eduarda. Ela tem seis meses e aguarda um transplante de fígado. Hoje ela está melhor do que ontem. :).

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